A Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu manter a mobilização nacional dos petroleiros nesta semana. A decisão ocorre após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgar favorável a uma liminar à Petrobras que impede a greve que estava programada para começar nesta segunda-feira (25) . As mobilizações ocorrerão parcialmente, sem prejuízo do abastecimento dos combustíveis, segundo a entidade.
O ministro Ives Gandra Martins fixou multa diária de R$ 2 milhões por entidade sindical em caso de descumprimento da determinação. O valor seria destinado à empresa. A FUP alega que a Petrobras está descumprindo termos do Acordará o Coletivo de Trabalho (ACT) assinado em 4 de novembro.
Segundo comunicado da FUP, a greve começaria no primeiro minuto do dia 25 e se estenderia até o final de 29 de novembro. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas ao longo das últimas semanas. Para a FUP, o programa de venda de ativos da atual gestão da empresa está afetando a categoria.
“Nos últimos cinco anos, um em cada quatro trabalhadores efetivos da Petrobrás foi desligado da empresa. Entre os terceirizados, foram dois em três”, contabiliza o coordenador da federação, José Maria Rangel. Ele diz que 270 mil trabalhadores, entre próprios e terceirizados, perderam seus postos de trabalho em função do desmanche do sistema Petrobras, segundo informou a assessoria de imprensa da entidade sindical.



















