O plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou, por maioria (8 a 3), a penalidade de advertência ao procurador da República no Paraná Deltan Dallagnol. O fato envolve uma entrevista à Rádio CBN,
No dia 15 de agosto Dallagnol sugeriu que o Supremo Tribunal Federal passa a mensagem de leniência a favor da corrupção em algumas de suas decisões. A manifestação foi especialmente contra os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
O relator do PAD, conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello (Veja aqui a íntegra do voto), afirmou que o procurador descumpriu o dever de guardar o decoro pessoal e de urbanidade, acarretando infração ao artigo 236, incisos VIII e X, da Lei Complementar nº 75/1993, segundo informou a assessoria do CNMP.
Na entrevista, Dallagnol afirmou que “agora o que é triste ver, Milton [Milton Yung, jornalista da CBN], é o fato de que o Supremo, mesmo já conhecendo o sistema e lembrar que a decisão foi 3 a 1, os três mesmos de sempre do Supremo Tribunal Federal que tiram tudo de Curitiba e mandam tudo para a Justiça Eleitoral e que dão sempre os habeas corpus, que estão sempre se tornando uma panelinha assim… que mandam uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção”.
