Urnas eletrônicas, o fantasma está de volta

ministra Rosa Weber STF Misto Brasília
Rosa Weber é ministra do Supremo Tribunal Federal/Arquivo
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Texto de Dirceu Pio

A ministra Rosa Weber presidiu o Tribunal Superior Eleitoral durante o pleito de 2018. Ela defendeu as urnas eletrônicas “como um instrumento seguro da Democracia”.

Também ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber votou contra a prisão em segunda instância, o que permitiu a liberdade de Lula da Silva, Zé Dirceu e vários outros criminosos.

Rosa Weber continua presidente do TSE e vai comandar o pleito municipal deste 2020.

Rosa Weber tenta agora resolver o “impasse” que a criminosa tolerância do TSE criou: duas das empresas (a Positivo e a famosa ex-venezuelana Startmatic) que tentavam se habilitar pra mais uma milionária licitação de compra de urnas eletrônicas tiveram de ser desclassificadas por “não atenderem requisitos técnicos”.

Milhões atrás de milhões – Pasmem senhoras e senhores: o TSE de Rosa Weber quer gastar, segundo o Estadão, nada menos de R$ 696,5 milhões para compra de outras 180 mil urnas que substituiriam igual número de urnas antigas, “sem condição de uso”.

É tudo muito suspeito e esquisito, primeiro porque a segurança das urnas eletrônicas foi “atestada” por pessoas do calibre de Rosa Weber, que não entendem patavina de eletrônica ou estão diretamente envolvidas no processo eleitoral, contrariando a opinião de praticamente todos os grandes especialistas em telemática do País.

Há informações seguras de que um número suficiente das quase 500 mil urnas usadas pelo Brasil está contaminado por chips trapaceiros para compor um sistema de fraude com poder até mesmo de inverter o resultado de uma eleição majoritária.

Aécio ganhou, mas não levou? – Já houve denúncias de que o sistema foi aplicado para assegurar a reeleição de Dilma Rousseff em 2014; e há suspeitas de que só não foi usado em 2018 porque Jair Bolsonaro assumiu uma liderança tão consistente que inibiu a fraude até por receio de uma reação mais forte das casernas.

Quem viu os resultados de 2018 passou a suspeitar de que a votação recebida por Fernando Haddad foi inflada.

A urna eletrônica, apesar de todas as denúncias e advertências dos melhores especialistas em telemática no Brasil, apesar ainda de o próprio presidente da República colocá-la sob suspeição, caminha incólume e prestigiada pelo processo eleitoral brasileiro.

Transformou-se também num símbolo da conivência de alguns poderes da República como o Senado Federal, cuja Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania continua sentada sobre o esplêndido depoimento do professor de Ciência de Computação da Universidade Nacional de Brasília – UNB, PHD em Matemática Aplicada, Pedro Dourado de Resende.

O depoimento do professor Pedro Dourado é simplesmente estarrecedor e é incrível que até agora, passados já quase dois anos, nenhuma das instituições ditas democráticas (Câmara Federal, Senado Federal, STJ ou TSJ) tenha agido para impugnar todo o processo eleitoral e trazer de volta o voto impresso.

Resumo de denúncias assustadoras – O depoimento arrasador do professor Pedro Dourado Resende, que falava em nome de um numeroso grupo de especialistas brasileiros, deve ser dividido em cinco pontos principais:

1º) – O processo fiscalizatório do pleito é um jogo de gato e rato e de tal modo que quem entra pra fiscalizar já sabe que será derrotado…

2º) – Todo o sistema de identificação biométrica só servirá para avisar o “software trapaceiro” de que o sistema está sendo auditado…

3º) – Talvez intencionalmente, o TSE embaralhou as informações sobre o voto impresso para descartar a solução…e alguns milhões foram jogados na lata do lixo…

4º) – O Edital para licitação lançado pelo TSE para compra de urnas eletrônicas foi dirigido para favorecer a empresa venezuelana Smartmatic….

5º) – O TSE cometeu um crime contra a soberania nacional ao entregar, “sem necessidade”, o material criptografado com os segredos do sistema eleitoral brasileiro a estrangeiros (“três venezuelanos e um português”), não submetidos às leis de sigilo brasileira, dirigentes da Smartmatic…

(Dirceu Pio é jornalista e foi diretor da Agência Estado)

Veja o depoimento d professor Pedro Dourado na íntegra

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