Uma portaria que autorizou o realocamento de servidores entre universidades publicada ontem no Diário Oficial da União, provavelmente foi a última com a assinatura do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Arnaldo Lima Junior. Depois de nove meses no cargo, ele pediu para sair.
Numa carta encaminhada ao ministro Abraham Weintraub, ele disse que a sua saída é pessoal, segundo o Estadão e a IstoÉ, numa tentativa de descaracterizar uma relação com a crise causada pelas falhas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
As consecutivas trocas de gestores de áreas importantes do ministério, incluindo os ministros, têm provocado prejuízos à política de educação no Brasil. Os problemas começaram a acontecer quando a ideologia prevaleceu sobre o técnico.
Lima é funcionário de carreira do antigo Ministério do Planejamento, hoje na pasta da Economia, e retorna à sua função anterior. O ex-secretário deixou o cargo no mesmo dia em que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), subiu o tom das críticas a Weintraub. “O ministro da Educação atrapalha o Brasil, tem visão ideológica e brinca com o futuro de milhões de crianças”, disse Maia nesta quinta-feira.


