A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério Público do DF realizam neste momento operação conjunta para desbaratar uma quadrilha que desviou recursos públicos em obras na região do Sol Nascente. Estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, segundo se informou. Atualizado às 08h29
Os mandados da Operação G4 estão sendo cumpridos na sede do consórcio de empresas responsável pelas obras, na Novacap, que autorizou e pagou pelos serviços, e também em residências. Por enquanto nenhum dos investigados tem ordem de prisão decretada. Entre os investigados, estão servidores da Novacap.
O prejuízo público pode chegar a R$ 13 milhões a partir de erros deliberados nos projetos. O lucro do consórcio pode chegar a 68%, especialmente com os seguidos aditivos em três contratos que foram cumpridos entre 2014 e 2015.
Segundo um texto divulgado há pouco pelo MPDF, apenas os serviços relacionados à existência de solo mole e à presença de água superficial levaram a acréscimo de 54% do valor inicial do contrato. Análise geológica realizada em 2006, no entanto, já havia apontado a presença desse tipo de solo. As investigações constataram ainda vínculo societário indireto entre a empresa responsável pelo projeto e a líder do consórcio, que chegaram a funcionar no mesmo endereço.
A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) também havia apontado irregularidades nos contratos. De acordo com o Relatório de Inspeção nº 8/2019 ocorreu “dano ao erário apurado de R$ 8.244.079,25 e prejuízo potencial de mais de R$ 4.178.714,67 nos Contratos 015/2014-SO, 002/2015 e 003/2015, ambos da SINESP, o que resultou no aumento da margem de lucro geral das contratadas em 68,32%, de cerca de R$ 16 milhões para algo em torno de R$ 30 milhões”.


