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Ministro do STF mantém lideranças do PCC no presídio de Brasília

Papuda presídio federal DF

As visitas em presídios como este de Brasília estão sendo retomadas gradativamente/Arquivo

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, obteve uma vitória contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, na queda de braço em torno da permanência das lideranças do PCC na Penitenciária Federal de Brasília. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, negou um pedido feito pelo governador para a transferência dos criminosos, entre eles, Marcos Camacho, o Marcola.

O governo federal reforçou a segurança da penitenciária com soldados e tanques do Exército por conta de duas ameaças de resgate de Marcola do local. Ibaneis disse que as lideranças ameaçam a segurança de autoridades nacionais e internacionais e da população. Sérgio Moro argumentou que não há motivos para preocupações, porque medidas foram adotadas para a vigilância dos criminosos.

“Transferências de presos são, por essência, operações de alto risco. Não é preciso esforço para concluir que é muito mais fácil o resgate de um preso no percurso da transferência do que dentro de um presídio de segurança máxima, cujo perímetro externo é protegido pelas Forças Armadas”, afirmou o ministro Barroso.

O relator da ação também viu risco de danos econômicos com a transferência. Isso porque a transferência de presos de alta periculosidade, pressupõe logística especial – que envolve a análise do momento mais adequado, a utilização de diversos veículos e aeronaves, o emprego de escolta armada etc –, acompanhada dos decorrentes gastos, com aeronaves e veículos terrestres, diárias para o efetivo policial que fará a escolta, entre outros.

“Realizar a retirada dos presos para, eventualmente, trazê-los de volta ao fim da ação implicará um alto custo econômico”, escreveu.

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