Confirmando as expectativas, a segunda-feira, 9 de março, foi marcada por fortes quedas nas bolsas de valores em todo o mundo. O petróleo também levou um tombo. No Brasil, o quadro não foi diferente, com potencial de agravar ainda mais a crise política vigente no país.
. Por conta do novo Coronavírus, que está reduzindo as projeções de crescimento da economia mundial para 2020, as principais bolsas da Ásia e da Europa registraram perdas expressivas – entre elas, Japão, Reino Unido, França, Itália e Alemanha. Em Nova Iorque, a Nasdaq também teve queda forte.
. Para reforçar o quadro de piora global, o petróleo também foi duramente afetado. O petróleo tipo Brent caiu fortemente, chegando a valores registrados há quase trinta anos, durante a Guerra do Golfo. Esse quadro tem explicação, em larga medida, pela disputa de preços entre a Arábia Saudita, maior exportador do mundo, e a Rússia. A crise, que deve continuar sem solução imediata, afetou também a Petrobras, cujas ações chegaram a registrar queda de cerca de 30%.
. No Brasil, o impacto foi inevitável. Ainda pela manhã, a bolsa brasileira caiu mais de 10%, obrigando a que se acionasse o circuit braker, paralisando as atividades por meia hora. O dólar subiu, chegando a flertar com o valor de R$ 4,80.
. É evidente que a atual situação terá impacto político de monta no Brasil. De imediato, algumas questões são óbvias: (1) terão o governo Bolsonaro e a equipe econômica condições de enfrentar a crise econômica?; (2) caso o ministro da Economia, Paulo Guedes, não consiga conter a tempestade que parece ter chegado, ele será mantido no cargo?; (3) em caso de resposta negativa à segunda pergunta, quem o substituirá?; (4) por fim, o ministério da Saúde está preparado para enfrentar um aumento expressivo do número de casos do Coronavírus no país, em especial nas regiões mais pobres e populosas?
. A segunda-feira foi um “dia de cão” para muitos. Espera-se bom senso e empenho de todos para que a situação não se torne ainda mais dramática.
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