Vivemos dias estranhos. De repente, ficamos confinados em nossos lares, acompanhando a vida passar lá fora, nos sentindo impotentes. Lá se vão duas semanas de quarentena, sem a certeza de quando sairemos.
Nesse momento, é praticamente inevitável que as emoções de todos passem por uma espécie de montanha-russa. No meu caso registro, em 24 horas, sensações que vão do extremo otimismo à depressão, passando pelo tédio. Muitos sentem o mesmo. Para combater, muita leitura, filmes e sol – e a convivência com as pessoas queridas.
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A verdade é que, entre outras coisas, o novo coronavírus mostrou o quão pequenos somos diante do Universo. Nossos sonhos, projetos e ambições subitamente ficaram em segundo plano – agora o importante é garantir a saúde e, mais ainda, as vidas de nós mesmos e de nossos entes queridos. Simples assim.
Não se trata aqui de discutir política ou economia. Aliás, sem vida não há para quem vender ou de quem comprar, não há economia. Assim, defender a adoção de medidas extremas como o isolamento social geral e irrestrito torna-se quase uma obrigação. A vida, afinal, não tem preço.
Autoridades sanitárias já afirmam que teremos “trinta dias difíceis” em abril. Não se pode baixar a guarda ou esmorecer nesse momento. Mesmo assim, infelizmente, perderemos parentes, amigos e colegas. Sangue, suor e (muitas) lágrimas estão à espreita.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), já são mais de quinhentos mil infectados ao redor do planeta, e o aumento no número de casos se dá de maneira exponencial. O já elevado número de hoje em breve será apenas uma fração do total.
Não adianta acusar o país A ou B pela suposta eclosão do vírus. Estamos todos no mesmo (e único) barco, e precisamos remar em conjunto para virar o jogo. Nada mais que isso.
Vivemos dias longos, talvez os mais longos das últimas gerações. Passada a turbulência, nossa maneira de enxergar o mundo mudará. A raça humana sairá melhor da atual experiência, não tenho dúvidas.

