Começou há pouco uma entrevista coletiva com o ministro demissionário da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele vai detalhar o que disse há pouco pelo Twitter de que acabou de “ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde”. A notícia já começou a repercutir nas redes sociais e no meio político brasileiro.
Há pouco, o site do Estadão informou que foi escolhido para o lugar de Mandetta, o oncologista Nelson Teich. Ele se encontrou hoje pela manhã com o presidente e teria causado “boa impressão”. Atualizado às 16h42
Mandetta sai entre hoje e amanhã – #COMPARTILHE o Misto Brasília
Numa sequência de postagens, o ministro disse que agradecia a oportunidade “que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar”.
E reforçou o que tinha dito numa outra entrevista na tarde de ontem, quando elogiou o trabalho de sua equipe. “Agradeço a toda a equipe que esteve comigo no MS e desejo êxito ao meu sucessor no cargo de ministro da Saúde. Rogo a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que abençoem muito o nosso país”.
Repercussão
““É lamentável a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no momento em que o país caminha para a fase mais aguda da pandemia. Mandetta se tornou alvo de críticas e intrigas dentro do governo nos últimos dias, justamente por estar fazendo um bom trabalho, alinhado à ciência, aos organismos e às autoridades internacionais”, Carlos Sampaio, líder da bancada do PSDB na Câmara.
““Desde o começo desta crise, Bolsonaro escolheu o caminho da negação e guiou suas decisões pelo achismo, politizando o que deveriam ser ações técnicas com critérios científicos”. Alessandro Molon, líder do PSB na Câmara.
O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP), disse esperar que o novo ministro da Saúde se guie sempre pela ciência e pelo interesse público na gestão da pasta.


















