Projeções colocam o Brasil com números assustadores de coronavírus

O uso de máscaras é mais uma alternativa para evitar a contaminação pelo coronavírus/Arquivo
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A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) divulgou nesta terça-feira (26) uma projeção do número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil, segundo a qual, o país poderá ter 88,3 mil óbitos até o dia 4 de agosto.

“Estamos preocupados com o fato de que o número de casos no Brasil na semana passada tenha sido o mais alto em um período de sete dias. Tanto o Peru quanto o Chile também relataram uma alta incidência, sinal de que a transmissão está se acelerando nesses países”, afirmou a diretora-geral da Opas, Carissa Etienne. “Modelos têm limitações”, observou Etienne. “Eles são, primariamente, ferramentas para prever cenários em situações complexas. Eles nunca devem ser levados em conta. literalmente Situações podem ser alteradas com base na resposta em particular em qualquer país”.

No caso do Peru, o segundo país mais atingido pelo coronavírus na América do Sul, o modelo previa que o país teria 13 mil mortes até o início de agosto. A epidemia em Cuba apresenta tendência de queda, enquanto não há registros de novos casos em ilhas menores do Caribe, segundo a Opas.

“A questão no Brasil é aumentar a quantidade de testes. A situação do Brasil não vai melhorar na próxima semana. Ainda há um longo caminho a seguir”, observou afirmou Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Opas.

Outra projeção para o Brasil feita pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, traz números ainda mais assustadores. Inicialmente, o IHME também apontava uma previsão de 88,3 mil mortes até o dia 4 de agosto. Mas, após o aumento exponencial de casos e mortes no país, a estimativa passou a ser de 125 mil óbitos.

Segundo o instituto americano, o pico das mortes diárias no Brasil deve ocorrer no dia 13 de julho, quando o país poderá ter 1.526 óbitos. Até o momento, o Brasil tem mais de 374 mil casos e 23,4 mil mortes, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

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