Um quarto de século após o genocídio em Srebrenica, os jovens dos Bálcãs apelam ao mundo: “Vocês não devem esquecer o que aconteceu. Porque se esquecermos dessas coisas, elas podem acontecer novamente, e uma Srebrenica nunca mais deve acontecer com ninguém”, diz Lamia Bravo, da Bósnia-Herzegovina.
No leste deste país, na pequena cidade de Srebrenica, ocorreu em julho de 1995 o pior massacre na Europa após a Segunda Guerra Mundial: soldados sérvio-bósnios e unidades paramilitares assassinaram mais de 8 mil meninos e homens muçulmanos. Tribunais internacionais classificaram repetidamente esse massacre sem precedentes como genocídio. “Em Srebrenica, a Europa fracassou”, diz, em entrevista à DW, Gudrun Steinacker ex-diplomata, que mais recentemente foi embaixadora da Alemanha na Macedônia do Norte e em Montenegro.
“Após quatro anos de guerra e limpeza étnica, com campos de concentração, expulsões e estupros em massa, deveriam ter tido consciência do que era possível”, lamenta a especialista, considerada um das maiores conhecedoras dos Bálcãs da diplomacia alemã.
Os detalhes desse drama inimaginável foram meticulosamente processados pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia em Haia. Segundo o que foi apurado nele, os sérvios começaram a planejar estrategicamente o massacre em março de 1995, na última fase da guerra civil na Bósnia-Herzegovina (1992-1995).
Vinte e cinco anos após a loucura de Srebrenica, a República da Sérvia e a maioria da população sérvia ainda negam o massacre como genocídio. Os criminosos de guerra Mladic e Karadzic ainda são nomes de ruas, escolas e um dormitório estudantil. Vários dos envolvidos direta ou indiretamente no assassinato em massa ainda exercem cargos como políticos e empreendedores. (Da DW)























