A Pesquisa Social da Universidade de Brasília (“Condições para retomada do calendário acadêmico”) apontou que 6% dos alunos de graduação da instituição não tem computador ou tablet próprio ou compartilhado. Embora os estudantes tenham respondido que de uma forma ou outra têm acesso à internet, para 30% é feita de forma precária, lenta ou não tem qualquer acesso.
A maioria dos estudantes (74%) faz uso do transporte coletivo para chegar aos compus da universidade. A pesquisa também aponta um dado interessante sobre os professores. Quase um terço dos docentes declaram ter um domínio limitado (ruim ou péssimo) do computador. E quase um quarto alegou que não usa com frequência a principal ferramenta de ensino remoto e a distância na UnB, o Moodle.
A pesquisa apontou também outra questão que permeia a nossa sociedade mesmo entre pessoas com nível superior elevado. É que 27% das mulheres entendem que fazem mais do que outras pessoas no domicílio, enquanto apenas 11% dos homens respondem dessa forma. Entre professores, as que se identificam como mulheres, 49% sentem que assumem mais responsabilidade sobre as tarefas no domicílio do que outras pessoas.
Para os professores que se identificam como homens, esse valor é de 12%. Já 63% dos professores homens entendem que há uma divisão igualitária do trabalho doméstico, frente a 32% das professoras mulheres.
Esses indicadores foram apresentados esta semana à reitoria da UnB. É o primeiro levantamento oficial do gênero que analisou também o perfil social dos professores e dos técnicos administrativos. Veja a nota técnica da pesquisa realizada a partir da coleta de 25.897 questionários que foram preenchidos voluntariamente pela comunidade acadêmica.
























