Sindicatos já se movimentam contra a reforma administrativa

Servidor público
Há oportunidades para estudar e com apoio institucional/Arquivo/Adenilson Nunes/Anasps
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O Sindicado dos Servidores Públicos do Distrito Federal (Sindsep) realiza nesta tarde uma assembleia geral virtual. O tema central do debate que começa às 16 horas, em segunda convocação, é a reforma administrativa que começa a dominar o debate político. Hoje, o governo federal deverá encaminhar a proposta ao Congresso Nacional.

O Sindsep-DF pretende discutir ainda uma estratégia para “as ações de enfrentamento aos ataques sucessivos do governo aos servidores e ao serviço público, como congelamento salarial”. A reforma administrativa vai mexer com muitos interesses e as entidades começam a se movimentar em torno do assunto bastante polêmico.

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“Agora, vai se abrir uma guerra como foi com a reforma da Previdência, com emendas e judicialização. Estamos nos preparando para agir, depende do que vem e como vem”, disse o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Alves.

O governo não chamou ninguém, é uma incógnita pra gente o que será apresentado. Faltou diálogo, teríamos muito a contribuir, mas, infelizmente, não houve espaço”, garantiu Marques

O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), Kleber Cabral, disse ao Brodcast do Estadão, que não houve nenhum diálogo do Executivo com as entidades de classe que representam os servidores públicos. “A chamada reforma administrativa é uma caixa preta”.

No Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), a ordem é aguardar a apresentação da proposta do governo “para analisar seu conteúdo e oferecer suporte para ajudar a construir um texto que seja justo e que reconheça a importância da prestação de serviço aos cidadãos. “O tema é prioridade para o país e, por isso, é crucial que os servidores sejam ouvidos e participem do debate de forma ativa e protagonista”, afirmou o presidente Petrus Elesbão, numa postagem no site da entidade.

O sindicato prevê que a reforma administrativa pode envolver outras propostas legislativas, não apenas o projeto principal. “O Sindilegis monitora, desde o ano passado, o conjunto de PECs e PLs com maior impacto sobre os servidores e o serviço público”.

A reforma administrativa ainda precisa ser analisada e aprovada pela Câmara e pelo Senado para virar lei. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), precisa ser aprovada por 2/3 de cada Casa em dois turnos de votação.

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