O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, disseram após um jantar na noite passada que fizeram as pazes. Os dois viviam às turras após ideias contrariadas sobre o rumo da economia.
O encontro teve a participação dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, e das Comunicações, Fabio Faria, e dos senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP), Kátia Abreu (PP-TO) e Renan Calheiros (MDB-AL). Cada um deles teve uma participação na reaproximação de Guedes e Maia.
Depois do encontro, a senadora Kátia Abreu fez um comentário dizendo que a “reunião muito produtiva. Rodrigo Maia e Paulo Guedes demonstraram humildade e espírito público. A agenda do país é maior do que diferenças pessoais ou de grupos: reformas tributária, administrativa e renda cidadã sem furar teto. Responsabilidade fiscal inegociável`”.
Maia pediu desculpas durante uma entrevista aos jornalistas e disse ter sido “grosseiro” com Guedes. O deputado lembrou que o ministro foi único do governo Bolsonaro a apoiá-lo em sua eleição para a presidência da Câmara. Maia voltou a falar sobre a importância da agenda de reformas.
“Quem conhece o orçamento sabe que de onde vamos precisar tirar terá uma polêmica, mas fomos eleitos não para o tempo passar, e sim para enfrentar dificuldades. A agenda de reformas não pode parar independentemente da eleição municipal. O teto de gastos é nossa prioridade”, disse.
Guedes disse que os interesses do Brasil estão “acima de quaisquer divergências”. “Trabalhamos muito bem juntos ano passado e esse ano também no enfrentamento da pandemia. A sociedade tem que estar unida no crescimento. Nunca houve diferenças pessoais, e estamos sempre abertos a conversar e colocar no lugar as necessidades de cooperação”.





















