Iury Moraes é o primeiro estudante da Universidade de Brasília surdo e cego a se formar num curso de graduação. A solenidade de entrega do diploma foi de forma virtual por conta da pandemia. Iury ingressou em 2016 no curso de Línguas de Sinais Brasileira – Português como Segunda Língua do Instituto de Letras.
“Não foi fácil concluir os quatro anos de faculdade, mas participei de várias atividades e organizei meu próprio cronograma para acompanhar a turma”, comentou à UnB Notícias. “É importante ter objetivo, foco e responsabilidade para cumprir as disciplinas e obrigações do curso.” Sobre o sentimento que ficou durante a colação, ele diz: “me senti muito feliz e alegre porque venci esta etapa”.
Iury Moraes quer ser professor para pessoas com deficiência e ouvintes que sabem Libras. Em sua opinião, ele está preparado para atuar profissionalmente e o curso foi muito produtivo, mas considera que ainda é preciso ter mais intérpretes e guias, assim como Libras tátil.
Em setembro, a estudante Luísa Bandeira Coelho defendeu dissertação em Libras, pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura (PPGPsiCC). Com o título A saúde é para todos? Experiências de pessoas surdas no acesso à saúde, a recém-mestre conta que todo o trabalho foi realizado de forma bilíngue (Libras/Português). “Eu sou surda, perdi parte da minha audição ao longo da vida e me comunico em português e em Libras, também uso aparelho auditivo e faço leitura labial”, conta.


