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Biden mais perto da vitória, mas Trump pode arrastar decisão da derrota

Eleições EUA Joe Biden

Joe Biden é o atual presidente dos Estados Unidos/Arquivo/Divulgação

Com as portas da Casa Branca cada vez mais abertas para Joe Biden a cada hora que passa, à velocidade dos últimos milhares de votos que ainda falta contar numa mão cheia de estados, a pergunta que se faz nos EUA deixou de ser sobre o momento em que o candidato do Partido Democrata vai declarar vitória, e passou a ser sobre se o presidente Donald Trump irá aceitar uma possível derrota.

Sem nada na Constituição norte-americana que obrigue um candidato a um cargo federal – seja à Presidência, seja ao Congresso – a aceitar formalmente a vitória dos seus adversários, é possível que o impasse se arraste muito para além de 6 de Janeiro de 2021, quando o Congresso dos EUA tiver de confirmar os votos da eleição da passada terça-feira.

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, reconheceu que ainda não ganhou as eleições presidenciais de 3 de novembro, mas os números indicam que terá uma “vitória clara e convincente”.  “É tempo de nos unirmos”, declarou o ex-vice-presidente de Barack Obama, numa breve intervenção em Wilmington, no estado do Delaware, no nordeste do país, enquanto continuam sem serem conhecidos os resultados finais do escrutínio de terça-feira.

“Devemos ultrapassar a cólera”, acrescentou, e prometeu também trabalhar a partir do “primeiro dia” na Casa Branca para combater a pandemia de covid-19, que já causou um total de mais de 236 mil mortos e mais de 9,7 milhões de casos no país.

Biden salientou que “não está à espera para começar a trabalhar”, tendo mantido reuniões, juntamente com a senadora Kamala Harris, candidata a vice-presidente, sobre a situação da covid-19 e a economia no país. “Não temos mais tempo a perder com guerras partidárias”, sublinhou, dirigindo-se a milhões de norte-americanos desempregados e com dificuldades em pagar a renda ou comprar comida.

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