Aumento da frota, incentivo à mobilidade urbana e revisão e atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano. Estas são algumas das conclusões de um estudo sobre o sistema de transporte público do Distrito Federal, que foi coordenado nos últimos 12 meses e que foi divulgado hoje (16). Veja a íntegra da pesquisa Como anda meu ônibus
Das 22 questões sobre satisfação do usuário, mais da metade teve resultado negativo. O item mais crítico em todo o período de auditoria foi a lotação dos veículos. A maioria (66,76%) avaliou esse quesito como “péssimo“. As cidades com as maiores porcentagens de respostas negativas quanto à lotação foram Samambaia, Ceilândia, Sobradinho I e II e Recanto das Emas.
No período, 2.960 participantes avaliaram o transporte coletivo rodoviário e fizeram sugestões para sua melhoria. A promotora de Justiça Lenna Daher explica que os resultados obtidos estão relacionados às características territoriais do Distrito Federal (grandes distâncias, baixa densidade populacional) e a problemas persistentes no serviço de transporte público local.
“As soluções para dificuldades estruturais do sistema não são simples, mas o relatório apresenta medidas que, no curto e médio prazo, podem impactar de forma significativa na experiência dos usuários”, afirmou.
Os usuários que responderam à pesquisa são, em sua maioria, mulheres (57,34%), entre 21 e 30 anos (40,9%), com ensino médio completo ou ensino superior incompleto (53,21%) e renda de até três salários mínimos (65%). A maioria (80%) usa o transporte público ao menos cinco vezes por semana, principalmente nos horários de pico, e grande parte (69%) depende dos ônibus para sua mobilidade.





















