A polêmica construção de dois blocos residenciais em Águas Claras tem mais um capítulo neste sábado (05) pela manhã, com uma manifestação dos proprietários de apartamentos do Villa Grécia. Desde a assinatura dos contratos de compra, entre 2006 e 2012, os proprietários vivem numa gangorra judicial em busca por direitos.
A última decisão do desembargador Augusto Canducci Passareli, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, acabou reconhecendo uma síndica que apresentou documentos supostamente falsos. A decisão criou mais confusão nesse imbróglio que envolve 240 famílias. Alguns apartamentos chegaram a ser negociados até três vezes.
O protesto de sábado será contra a decisão do desembargador, que não teria reconhecido a legitimidade de um laudo oficial contratado pela Associação do Villa Grécia. A manifestação também vai protestar contra a síndica e contra a empresa Sólida Construções Ltda. A construtora é a origem dos problemas, já que não concluiu o bloco B (que foi o primeiro a ser construído) e deixou o bloco A no esqueleto. O bloco chegou a ser relacionado numa lista de nove esqueletos de prédios que poderiam ser implodidos pelo Governo do Distrito Federal.
A associação foi criada em 2013 com o propósito de criar um fundo para a contratação de uma nova construtora. Sete anos depois, o bloco A foi parcialmente concluído e as primeiras chaves foram entregues há dois meses. Há pelo menos 20 apartamentos sem proprietários declarados nos dois blocos. Os moradores suspeitam que este seja o motivo da origem dos últimos problemas com a suposta falsa síndica.
“Com artimanhas judiciais, atas comprovadamente fraudadas, Juarina Nunes Gonzaga (que não é proprietária, nem locatária no condomínio) atua fraudulentamente para assumir a administração do condomínio e seguir lesando os legítimos proprietários“, diz a proprietária de um dos imóveis Deborah Andrade.


