Em mais um grande passo para sair da recuperação judicial (RJ), a operadora Oi vendeu em leilão nesta segunda-feira (14) a sua operação de telefonia móvel (Oi móvel) para o consórcio formado por Vivo, TIM e Claro por um valor de R$ 16,5 bilhões. O primeiro leilão, das torres e data centers, aconteceu no dia 26 de novembro e levantou R$ 1,4 bilhão No ano que vem, a Oi deve realizar o leilão para vender a unidade de TV por assinatura, considerada menos relevante.
O leilão, organizado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, durou apenas 30 minutos e não teve concorrência, confirmando a expectativa dos investidores de que não haveria disputa por ativos, após o consórcio cobrir a proposta da Highline.
A Oi reformulou seu plano de recuperação judicial neste ano, que foi aprovado pelos credores em setembro e homologado pelo juiz que cuida da RJ em outubro. A espinha dorsal do novo plano é o leilão de ativos, de onde deve vir o caixa para pagar os credores. Para executar a tarefa, o plano dividiu a Oi em cinco partes, chamadas de Unidades Produtivas Isoladas (UPIs): telefonia móvel (Oi móvel); torres; infraestrutura (ou InfraCo, que inclui a operação de fibra óptica); TV por assinatura; e data centers.
A fibra óptica é a menina dos olhos da Oi. Diferentemente dos serviços de telefonia móvel, alvo de constantes críticas de clientes, a fibra óptica residencial (mercado conhecido como fiber to the home, ou FTTH) é a operação hoje mais rentável e promissora da operadora. (Do Infomoney)





















