Nações da União Europeia começaram neste domingo (27) o esforço coordenado para vacinar contra a Covid-19 os mais vulneráveis entre os quase 450 milhões de habitantes do bloco, marcando um momento de esperança na batalha do continente contra a pior crise de saúde pública em um século. Ao todo, as 27 nações da UE registraram pelo menos 16 milhões de infecções por coronavírus e mais de 336 mil mortes. Todos aqueles que estão recebendo as injeções terão que receber uma segunda dose em três semanas.
“Não doeu nada”, disse Mihaela Anghel, uma enfermeira do Instituto Matei Bals, em Bucareste, que foi a primeira pessoa a receber o imunizante na Romênia. “Abra os olhos e tome a vacina”, acrescentou. Em Roma, cinco médicos e enfermeiras vestindo jalecos brancos sentaram em um semicírculo no hospital do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas Lazzaro Spallanzani para receber suas doses, informou a agência DW.
Trabalhadores do setor da saúde, idosos e líderes políticos receberam algumas das primeiras injeções, visando tranquilizar o público de que as vacinas são seguras e representam a melhor chance de se acabar com a pandemia. Algumas imunizações na UE acabaram, entretanto, ocorrendo um dia antes do combinado pelas autoridades europeias, em países como Alemanha, Hungria e Eslováquia.
As vacinas, desenvolvidas pelo laboratório alemão Biontech e a farmacêutica americana Pfizer, começaram a chegar entre sexta-feira e sábado em centros de distribuição e hospitais na UE. A República Tcheca foi poupada do pior da pandemia no primeiro semestre, mas seu sistema de saúde chega ao final de ano perto do colapso. Em Praga, o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, recebeu o inoculante na madrugada de domingo.



















