Força-tarefa para desatar o nó dos insumos para as vacinas

Vacina CoronaVac
Instituto Butantan produz mais dez milhões de doses/Arquivo/Divulgação
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O atraso na importação de ingredientes produzidos na China e essenciais para a distribuição no Brasil das duas vacinas já aprovadas no país – a Coronavac e a de Oxford/AstraZeneca – ameaça a continuidade do programa de imunização e mobilizou autoridades brasileiras de diferentes níveis para tentar resolver o impasse, ainda sem solução à vista.

Estão parados na China, aguardando a liberação de Pequim, carregamentos do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da Coronavac, usado pelo Instituto Butantan para elaborar o imunizante em São Paulo, e o da vacina de Oxford/AstraZeneca, que será processada e distribuída pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro.

O Butantan já zerou seu estoque para produzir novas doses, e devido ao atraso a Fiocruz adiou de 8 de fevereiro para março a entrega inicial do seu imunizante. A situação ficou mais dramática após o fracasso do governo brasileiro em tentar importar 2 milhões de doses prontas da vacina de Oxford/AstraZeneca feitas na Índia.

Fontes diplomáticas ouvidas pelo site G1 e pelos jornais O Globo e Folha de São Paulo afirmam que o atraso envolve questões burocráticas e diplomáticas e que a relação do governo de Jair Bolsonaro com Pequim está desgastada devido a inúmeros ataques do presidente e de seu entorno ao país asiático. Se o problema não for solucionado, a aplicação de vacinas no Brasil pode ter que ser interrompida em fevereiro por falta de doses.

Enquanto os ministros do governo se reuninam com o embaixador da China, o chanceler Araújo participou de reunião virtual com deputados da comissão externa da Câmara que avalia o combate à pandemia e negou que as dificuldades para importar doses da vacinas e o IFA sejam consequência de problemas políticos ou diplomáticos.

“Nós não identificamos nenhum problema de natureza política em relação ao fornecimento desses insumos provenientes da China. (…) Nem nós do Itamaraty, aqui de Brasília, nem a nossa embaixada em Pequim nem outras áreas do governo identificaram problemas de natureza política e diplomática”, afirmou.

Há também irritação na Índia com a publicidade dada pelo governo Bolsonaro à sua tentativa de comprar vacinas do país antes que o negócio tivesse sido fechado, o que envolveu até o adesivamento do avião que sairia do Brasil para buscar imunizantes, informou a agência DW.

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