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Médicos do DF são condenados por imprudência e imperícia

Fórum de Ceilândia DF

Caso contra os médicos foi analisado na Vara Criminal de Ceilândia/Arquivo/Assejus

Os médicos Bárbara Letícia Rodrigues de Oliveira, Érika Vieira de Souza Jordão e Venilton Cruz Cavalcante, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), foram condenados pela morte de Michele da Silva Pereira. Segundo a sentença da juíza da 3ª Vara Criminal de Ceilândia, Verônica Torres Suaiden, os médicos agiram de forma imprudente e imperita ao deixarem duas compressas cirúrgicas no abdômen da vítima durante um parto cesariano.

Em 1º março de 2013, Michele, com 18 anos e grávida do seu primeiro filho, foi submetida a um parto cesariano no HRAN. Após receber alta no dia 4 de março passou a sentir dores na região lombar bilateral, associada a febre, náuseas e vômitos, sendo internada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) onde, após uma tomografia de abdômen, em 7 de março de 2013, passou por uma cirurgia de emergência na qual foram encontradas duas compressas “esquecidas” pelos médicos do HRAN quando da realização da cesariana.

Michele evoluiu a óbito, apesar dos esforços da equipe do HRC, em decorrência da ruptura de artéria causada pelo atrito das compressas em seu abdômen. Bárbara e Venilton foram condenados a um ano e três meses de detenção. Érica terá que cumprir duas restrições de liberdade a serem definidas.

 

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