Após o movimento do Democratas, que decidiu declarar neutralidade na corrida pela presidência da Câmara, cresce a pressão para o PSDB fazer a mesma guinada nesta segunda-feira (1°). Integrantes do partido relatam que o atual líder da legenda, Carlos Sampaio (SP), e outros integrantes da sigla tiveram uma reunião com Arthur Lira (PP-AL), na noite passada, em uma casa no Lago Sul.
A situação do candidato Baleia Rossi (MDB-SP), pode ficar pior se PSDB e Solidariedade decidirem pela liberação das bancadas como fez o Democratas. Os dois partidos têm reunião hoje.
A pauta foi eventuais espaços para o tucanato na direção da Câmara, caso o PSDB declare neutralidade e deixe o bloco de Baleia Rossi (MDB-SP) na corrida pela presidência da Casa. Rossi é o candidato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, informou a CNN Brasil.
Sua candidatura sofreu um forte revés na noite deste domingo (31), com a decisão do DEM de deixar o bloco de apoio ao seu nome para declarar neutralidade na disputa. O gesto, na prática, fortalece a candidatura de Arthur Lira, que é apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro.
Uma guinada do PSDB pode ser formalizada na segunda. Integrantes da sigla dizem que, hoje, a possibilidade de o tucanato migrar para a neutralidade é muito grande. Caciques do PSDB tentam conter o movimento. Entre eles o governador João Doria e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em meio à polarização na disputa pela presidência da Câmara e do Senado, levantamento do SBT News mostra que parlamentares do MDB foram os que mais visitaram o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, entre 1º de dezembro e 28 de janeiro. O partido é o mesmo dos candidatos contrários ao governo em ambas as Casas – Baleia Rossi (SP) e Simone Tebet (MS).
Ao todo, foram 20 reuniões com emedebistas, 14 de deputados e seis de senadores. A própria senadora Simone Tebet esteve com Ramos em 14 de dezembro. Além dela, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (PE), também fez visitas a Bolsonaro e Ramos. Tebet se lançou novamente como candidata nesta semana, após o MDB desembarcar da campanha. Na ocasião, a senadora disse que a independência do Senado estava “ameçaada”.
A segunda legenda mais visitante foi o PSD, com 16 encontros – 4 apenas de senadores. Na Câmara, o PSD aderiu ao bloco de Lira, com mais 10 partidos: PSL, PL, PP, Republicanos, PTB, PROS, Podemos, PSC, Avante e Patriota. No Senado, a sigla também é aliada do candidato do governo. O grupo de Pacheco reúne mais nove partidos: DEM, PP, PT, PSC, PL, PDT, Pros, Republicanos e Rede, totalizando 43 parlamentares dos 81.





















