O PSL, que já foi o partido do presidente Jair Bolsonaro, deverá presidir três comissões permanentes na Câmara dos Deputados. Há um acordo prévio para reconduzir Eduardo Bolsonaro (SP) na Comissão de Relações Exteriores e indicar Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP) para presidir a Comissão de Finanças e Tributação.
A deputada Bia Kicis (DF) foi indicada para presidir a poderosa Comissão de Constituição e Justiça. O resultado do acordo político com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e o presidente do partido, Luciano Bivar (PE) e a bancada do PSL, provocou arrepios dentro e fora da Câmara. Bia é bolsonarista de carteirinha, tem divulgado informações falsas sobre a pandemia e até gravou um vídeo sugerindo maneiras de escapar da máscara de proteção facial.
O acordo político pode ser derrubado quando a CCJ for convocada para eleger o presidente e o vice-presidente. Partidos como o Podemos já articulam o lançamento de outros candidatos, como João Carlos Bacelar, da Bahia.
A Liderança do PSL será exercida pelo deputado Vitor Hugo (MG). Ele exerceu a liderança do governo, mas foi apeado da função por Bolsonaro, que colocou no lugar um dos articuladores do Centrão, o deputado Ricardo Barros (PP-PR).
