O secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanches. admitiu no início desta tarde de hoje (06) que o Distrito Federal está numa situação crítica, com um incremento dos casos de Covid-19. Além disso, a taxa de ocupação dos leitos de UTIs é 99,23% para os adultos. Do total de 284 leitos para tratamento de pacientes, 260 estão ocupados, 10 estão vagos e 14 estão bloqueados ou aguardam liberação. A última atualização ocorreu às 10 horas.
O total dos leitos adulto, pediátrico e neonatal da UTI, a taxa de ocupação é de 96,30%. Na rede pública, 182 leitos ocupados possuem suporte de hemodiálise e 78 estão sem o serviço.
A Secretaria de Saúde abriu ontem à noite dez leitos de enfermaria no Hospital da Região Leste (HRL, antigo Hospital do Paranoá). Hoje, mais 38 leitos de enfermaria serão ativados no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e 40 leitos de enfermaria no Hospital de Ceilândia (HC, antigo Hospital de Campanha de Ceilândia). Mas tudo isso é insuficiente, segundo Petrus Sanches. ‘Estamos realmente tendo dificuldade em reunir os leitos, e muitas dificuldades de toda ordem”.
“Estamos numa situação de criticidade em 21 unidades de saúde no DF. Esse momento tem semelhança com o período de julho“, afirmou numa entrevista ao telejornal local da TV Globo. Para o secretário-adjunto, a melhor gestão agora é o que vai controlar o crescimento da pandemia. E o controle estará na fiscalização.
O próprio governador Ibaneis Rocha (MDB), concorda que o momento é crítico. Numa postagem no Twitter há pouco, afirmou que “o DF tem hoje uma das maiores taxas de contágio do Brasil. Isso mostra que o vírus está circulando muito entre nós, o que praticamente nos obriga a evitar aglomerações, além do uso da máscara e do álcool gel. Cada um precisa fazer sua parte para deter esse avanço”.
De acordo com o consórcio de veículos de comunicação, a média móvel de casos nos últimos 15 dias teve um crescimento de 88%. Já a média móvel de mortes entre 20 de fevereiro até ontem (05), registra uma elevação de 60%.
O número de sepultamentos no Distrito Federal em fevereiro deste ano teve uma alta de 22,6%, comparado com o mesmo período do ano passado, segundo o Metrópoles. De acordo com a empresa Campo da Esperança, responsável pela administração dos cemitérios locais, apenas no último mês, foram 1.056 registros de funerais na capital federal, 195 a mais que em 2020.

