O Ministério Público da Bolívia ordenou ontem (12) a prisão da ex-presidente interina do país, Jeanine Áñez, e de quatro ex-ministros de seu governo por crimes de “sedição e terrorismo”, relacionados à crise política de 2019 que resultou na renúncia de Evo Morales da presidência.
A própria Áñez divulgou em suas redes sociais o mandado de prisão contra ela e ministros do seu governo, que durou de 12 de novembro de 2019 a 8 de novembro de 2020. “A perseguição política começou”, afirmou Áñez, além de postar um link e imagens do processo movido pelo Ministério Público. Ela mora na cidade de Trinidad, no departamento amazônico de Beni.
O documento postado por Áñez detalha que, por “suposto cometimento dos crimes de terrorismo, entre outros”, foi ordenada também a prisão dos ex-ministros Fernando López (Defesa), Yerko Núñez (Interior), Álvaro Coímbra (Justiça) e Rodrígo Guzmán (Energia).
Guzmán e Coímbra foram detidos na cidade de Trinidad e devem ser transferidos para a capital La Paz. Guzmán declarou no aeroporto de Trinidad que a situação é “um abuso, um sequestro”, que “nunca foi notificado” e que irá “continuar a ser um oponente deste governo, desta tirania”.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.




















