As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal trabalharam nesta tarde com quase o dobro da capacidade de atendimento. O excesso de pacientes ocorre porque o número de infectados pela Covid-19 não baixou, apesar das medidas restritivas. Também não caiu a taxa de ocupação dos leitos de UTIs dos hospitais públicos e privados. Neste momento, a taxa total é de 97%.
Apenas quatro dos 14 hospitais públicos têm vaga para pacientes. Na rede privada a situação é mais dramática. Dos 17 hospitais, apenas três têm vagas disponíveis. Nestas unidades, a taxa de ocupação é de 98%. Nem mesmo as pessoas que tem planos de saúde dispõe de vagas. Neste momento (números se alteram toda hora), 228 pacientes com Covid-19 aguardam um leito para atendimento, embora os procedimentos iniciais já tem sido iniciados. Veja o vídeo com um brigadista logo abaixo.
O Portal da Covid-19 da Secretaria da Saúde atualizou os dados deste sábado (13) às 19h46. A média móvel de mortes teve um aumento de 83%. Foram notificados 16 óbitos, quatro dos quais somente hoje – dois homens e duas mulheres – que moravam no Guará, Ceilândia e Taguatinga. As demais mortes foram anotadas entre o dia 9 e este sábado. Os números de ontem, às 20h44, informam foram confirmados 314.521 casos, com 293.288 recuperados e 5,082 mortes.
A boa notícia, como mesmo observou o governador Ibaneis Rocha (MDB) no final da manhã, é que a taxa de contaminação caiu de 1,38 para 1,12. “Mesmo assim ainda é muito alta”, como admite o governador. Ele garantiu que “nos próximos dias teremos mais 100 leitos para Covid na rede pública de saúde do DF. Serão 80 leitos nos hospital de Santa Maria e outros 20 no Hospital de Base, esses últimos inclusive com suporte dialítico, para pacientes que precisam de hemodiálise”.
Aulas permanecem de forma virtual – O juiz da Vara da Infância e da Juventude, Renato Scussel, negou o pedido do Ministério Público do Distrito Federal para o retorno imediato das aulas presenciais nas escolas públicas. Ele respondeu que a situação da pandemia na capital é grave.
A Agência Brasília informou que a Vigilância Sanitária suspendeu o funcionamento de várias atividades na Asa Sul. Os fiscais vistoriaram 535 estabelecimentos, entre supermercados, restaurantes, lanchonetes, bares e lojas de conveniência. Uma lanchonete foi multada por estar funcionando após às 22h.
A operação também resultou na emissão de nove termos de orientação em supermercados e três nos demais estabelecimentos vistoriados. O termo é aplicado quando o estabelecimento tem alguma inconformidade com as normas sanitárias e os fiscais orientam a corrigi-la imediatamente.
“Neste momento de crise biológica é fundamental que todos os estabelecimentos essenciais cumpram todos os protocolos de segurança e medidas preventivas de transmissão da pandemia. O não cumprimento acarretará em multa de 2 mil a 70 mil, e interdição do local”, observou a gerente de fiscalização da Vigilância Sanitária, Márcia Olivé.
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