Texto de Maya Felix
Para algumas doenças o remédio tem que ser forte e amargo. Foi assim em 1964. O Brasil estava na iminência de uma revolução socialista. Com o apoio da URSS e de Cuba, grupos de guerrilhas cresciam e a propaganda comuno-socialista também. A ideia de uma sociedade “igualitária” é uma das mais sedutoras que já existiram.
E o marxismo dá a seus seguidores a ilusão de que o paraíso na Terra é possível: bastam alguns milhões de mortos, propriedades confiscadas, economia planificada e um governo forte no comando. O problema é que o socialismo nunca produziu mais que ditaduras sangrentas, opressão, crimes, campos de concentração, miséria, fome e a ascensão de uma elite que vive não à custa de trabalho, mas da exploração do povo escravizado e sem direito nenhum que submete a todo tipo de abuso.
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No socialismo não há democracia, não há eleições limpas, não há liberdade de expressão, de religião, de reunião política. Não há partido de oposição nos países socialistas. Era esse modelo perverso de sociedade, embalado em expressões humanitárias, que grupos, partidos e ajuntamentos de esquerda queriam instalar no país.
O governo militar, sob esse aspecto – o da realidade e do contexto da época – foi não apenas um clamor da sociedade: foi uma necessidade diante do caos que se formava. Mas, que se diga: em nenhum momento os brasileiros simples foram impedidos de trabalhar. Ninguém foi proibido de ir à praia, à igreja, à pracinha do bairro.
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Ao contrário, a própria esquerda tinha tanta liberdade que artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso se reuniam, saíam, gravavam seus discos, davam shows. Foram 434 mortes e desaparecimentos reconhecidos em 21 anos de regime militar brasileiro. Não chega perto dos 60 mil homicídios dos governos Lulidilma ou dos 17 mil fuzilamentos produzidos por Cuba desde 1961 – fora os mortos nas prisões e nos campos de reeducação.
Só a China comunista deixou de 20 milhões a 75 milhões de mortos somente no Grande Salto para Frente, de 1959 a 1961. No período anterior, 20 milhões foram mortos. No período posterior, dezenas de milhões a mais. Não esperem de mim um lamento, mínimo que seja, pela contrarrevolução de 1964. Ao contrário, eu aplaudo. De pé.



















