Analistas de mercado avaliam que o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Cúpula do Clima foi positivo, com alguns mencionando inclusive uma “guinada” na postura do presidente, que passou a ser menos negacionista e mais conciliadora. Porém, há uma forte descrença sobre a capacidade e vontade do governo de transformar o discurso em prática, escreve Priscila Yasbeck, do infomoney.,
Os três principais pontos destacados pelos analistas foram: a duplicação de recursos para fiscalização ambiental, a promessa de zerar o desmatamento ilegal até 2030 e a antecipação de 2060 para 2050 da meta de neutralidade de carbono.
A equipe de análise política da XP destaca que a agenda ambiental brasileira afeta o progresso do acordo entre Mercosul e União Europeia, o acesso do Brasil à OCDE (o clube dos países ricos) e gera tensões com líderes mundiais, por isso a participação do presidente na Cúpula foi “altamente relevante”.
Eduardo Felipe Matias, doutor em direito internacional e autor do livro “Humanidade contra as cordas – Luta da sociedade global pela sustentabilidade”, avalia que o discurso foi positivo e pode melhorar o humor da comunidade internacional em relação ao Brasil, mas não produz resultados isoladamente.
A falta de medidas concretas para atingir as metas anunciadas são o principal ponto de crítica sobre a posição do governo. “O discurso foi positivo, mas vazio porque não sinaliza concretamente o que será feito. Já era esperado um discurso conciliatório, mas o problema é que com a mesma estrutura na cúpula ambiental do Brasil fica difícil acreditar que haverá alguma mudança”, diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.
















