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Liminar da justiça barra Calheiros como relator da CPI da Covid

Senador Renan Calheiros

Renan Calheiros é senador pelo estado de Alagoas/Arquivo/Agência Senado

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Na véspera da instalação da CPI da Covid no Senado Federal, a 2ª Vara da Justiça Federal de Brasília concedeu nesta segunda-feira (26) liminar (decisão provisória) que suspende a eventual indicação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para relator da CPI da Covid. O pedido foi formulado pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais defensoras do presidente Jair Bolsonaro no Congresso. Atualizado às 20h11

No Twitter, há pouco, o senador Renan Calheiros classificou a medida como “esdrúxula” e que foi orquestrada pelo governo Bolsonaro. A combinação, segundo o senador, já tinha sido antecipada pelo filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Por um acordo com boa parte dos membros da comissão, senador Renan Calheiros foi indicado para assumir a relatoria e o senador Omar Aziz (PSD-AM), a presidência. Dos 11 membros titulares, o governo tem a minoritário na CPI. É possível que os senadores também votem na primeira reunião a convocação de pessoas para prestarem depoimentos na CPI, como os ex-ministros da Saúde do governo Bolsonaro.

O governo Jair Bolsonaro montou um comitê de crise para enfrentar a CPI da Covid, que será instalada pelo Senado amanhã (27), e preparou uma lista de 23 acusações sobre as quais poderá ser questionado. O documento foi enviado pela Casa Civil a 13 ministérios, instruindo as pastas envolvidas com os temas a elaborarem respostas e enviarem de volta até a última sexta-feira, para a preparação da defesa do governo.

A autenticidade da tabela, obtida pelo portal Uol, foi confirmada pelo ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e faz parte de uma estratégia de “preparação necessária” do governo, segundo ele. A lista foi distribuída pela Subchefia de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. Cada item é acompanhado de indicações sobre quais ministérios deveriam responder.

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