O deputado Arthur Lira (PP-AL) decide entre hoje (30) à noite e domingo (02), se as atividades voltam a ser presenciais na Câmara dos Deputados, incluindo as sessões no plenário. Nesta sexta-feira termina o prazo de vigência da portaria que limita o acesso de visitantes e orienta o trabalho remoto dos servidores durante a pandemia da Covid-19.
Sem uma nova orientação administrativa do presidente da Câmara, os trabalhos devem ser realizados com a presença de todos nos locais de trabalho a partir desta segunda-feira. A Câmara tem 10 mil servidores, entre efetivos, temporários e terceirizados.
Informações não confirmadas indicam que Lira deve adiar por mais 15 dias o trabalho presencial. Além da questão do distanciamento social, há também um tema político que incomoda o governo e a base governista. A oposição se movimenta para criar uma CPI do Meio Ambiente, que tem como alvo o ministro Ricardo Salles.
A oposição começou a reunir as assinaturas necessárias para instalar a comissão de investigação e, como no Senado, a CPI deverá ser presencial. Esta nova situação criaria novos problemas para o governo.
A CPI do Meio Ambiente é mais uma pedra no sapato do governo de Jair Bolsonaro. No Senado Federal, a base governista perdeu até agora todos os embates na CPI da Covid, que investiga as ações do governo federal durante a peste.
Audiência na segunda-feira – O ministro Ricardo Salles foi convidado a depor durante uma audiência pública organizada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. Muitos deputados queriam convocar o chefe do Ministério do Meio Ambiente, mas o requerimento acabou sendo o de convite.
Os deputados Camilo Capiberibe (PSB-AP) e Joenia Wapichana (Rede-RR) ressaltam que, apesar de dois anos consecutivos de aumento do desmatamento e das queimadas (9,5% em 2020 e 34% em 2019), “o governo propôs para o ano de 2021 o orçamento mais baixo dos últimos 21 anos para o Ministério do Meio Ambiente”. Os parlamentares acusam o governo de “sufocar” a fiscalização com o corte orçamentário.






















