Na noite desta segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão do uso da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca em gestantes. A partir de agora, mulheres grávidas devem ser imunizadas com as vacinas CoronaVac ou Pfizer. A decisão foi tomada depois que duas gestantes faleceram no Brasil após a administração do imunizante.
A Anvisa também encaminhou documentação ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual aponta quais os documentos necessários para a aprovação da vacina russa contra a Covid-19 no Brasil. Nesta terça-feira (11), o diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, deve prestar depoimento na CPI da Covid sobre a atuação da agência durante a pandemia do coronavírus.
O Brasil confirmou mais 1.018 mortes e 31.811 casos de Covid-19, totalizando 423.436 óbitos e 15.214.030 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.
Nota da Anvisa
A Anvisa recomendou nesta segunda-feira (10/5) a suspensão imediata do uso da vacina Covid da AstraZeneca/Fiocruz em mulheres gestantes. A orientação está em Nota Técnica emitida pela Agência.
A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país.
O uso “off label” de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra Covid da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica.


