A empresa seria intermediária para a venda da vacina Covaxin, da Índia
A Polícia Federal passou a investigar o empresário Emerson Maximiano e a sua empresa, a Precisa Medicamentos. O objetivo é esclarecer o suposto pagamento de propina para a compra do imunizante Covaxin, denúncia levantada na CPI da Covid do Senado Federal. O contrato anunciado é de US$ 300 milhões (cerca de 1,5 bilhão).
Os investigadores buscam evidências para confirmar – ou refutar – essa hipótese. Estão em contato com colegas que já investigaram ou investigam Max e seu grupo, segundo informou o site O Bastidor.
Os delegados e agentes vasculham bancos de dados públicos e privados. Organizam a rede de pessoas e empresas acusados, assim como uma cronologia dos fatos. A expectativa é que a investigação proceda em alta velocidade, segundo a reportagem. Quanto mais tempo passar, maiores as chances de que rastros dos alegados crimes sejam apagados. O caso envolve também o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR).
O grupo político do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) gostou do adiamento do depoimento de Maximiano. Ele seria ouvido hoje, mas a presença foi adiada em função de um outro depoimento, a do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply.
Dominguetti confirmou que recebeu pedido de propina de representante do Ministério da Saúde para conseguir vender doses da vacina AstraZeneca. Ouça a entrevista (na homepage do site) com o deputado Luís Miranda (DEM-DF), que se defendeu de uma gravação, quando Dominguetti sugeriu que o parlamentar também estava intermediando venda de vacinas.


