Em meio a uma confusão, o deputado Filipe Barros encerrou a sessão sob o protesto da oposição
O voto impresso ganhou sobrevida nesta sexta-feira (16) na comissão especial da Câmara dos Deputados responsável por analisar o mérito da proposta. Com apoio do presidente da comissão, o governista Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), o bolsonarista Filipe Barros (PSL-PR), recuou e pediu mais tempo para reformular seu parecer e, supostamente, contemplar sugestões de deputados contrários a seu relatório, que é favorável à impressão em papel de comprovante do voto dado na urna eletrônica.
O Misto Brasília transmitiu ao vivo a sessão – na home/capa do site
A reportagem do Uol observou que foi mais uma manobra de aliados do presidente Jair Bolsonaro para boicotar a reunião desta sexta-feira, marcada por autoconvocação pela maioria do colegiado. Eles tomaram a decisão após Martins decidir suspender o encontro marcado para quinta-feira (15) e adiar a deliberação para agosto.
Os representantes dos partidos da oposição, que estavam presencialmente na sessão, tentam chamar uma autoconvocação, o que não deve ocorrer ainda para esta sexta-feira. O deputado Arlinho Chinaglia (PT-SP) chamou o presidente da comissão de “picareta”, assim que Felipe Barros encerrou a reunião em meio a uma confusão verbal e, supostamente, com problemas de transmissão na forma virtual.
Mesmo que avance nessa comissão, para aprovar uma PEC, são necessários ao menos 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em votação em dois turnos. Para valer para as eleições de 2022, a proposta teria que ser promulgada até o início de outubro.
