Cinco são indiciados por ajudar o bandido e polícia vai pedir o sequestro dos bens de fazendeiro
O delegado de Águas Lindas de Goiás, Cleber Martins, anunciou ontem (27) que cinco pessoas foram indiciadas por ajudar na fuga do bandido Lázaro Barbosa, fuzilado pela Polícia Militar de Goiás com dezenas de tiros no dia 28 de junho. Na semana passada, seis pessoas foram presas supostamente envolvidas no apoio ao bandido.
A Polícia Civil informou que nada está sendo descartado nas investigações da chacina da família de quatro pessoas no Incra 9, de Ceilândia no dia 9 de junho. Ellen Vieira, a viúva de Lázaro, também está sendo investigada pela assistência dada na fuga.
Há suspeita de que o crime tenha sido encomendado. Sobre o inquérito que corre em segredo de justiça, o delegado 24ª Delegacia de Polícia, Raphael Seixas, disse que “mesmo com a morte dele [Lázaro], o inquérito não foi arquivado. Foi decretado sigilo das investigações”.
“A motivação não está esclarecida. Ele era um indivíduo conhecido por cometer crimes patrimoniais violentos, tanto em Ceilândia, como Águas Lindas de Goiás”, recordou o delegado.
O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, informou que vai pedir à Justiça o sequestro bens do fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, 73 anos, suspeito de ajudar Lázaro durante a fuga que durou 20 dias. Elmi teria dado pistas falsas para polícia. Dias antes de ser preso, o fazendeiro abordou Rodney Miranda para dar informações falsas sobre o paradeiro do fugitivo, segundo informou o G1 de Goiás.
O sequestro de bens, de acordo com o secretário, tem por finalidade pagar as despesas com a mobilização de duas centenas de policiais durante as buscas. Um processo administrativo impôs sigilo de cinco anos sobre gastos, que devem ultrapassar a R$ 5 milhões.
Foto: A polícia investiga um suposto negócio entre Lázaro e o fazendeiro/Reprodução TV

Foram usados helicópteros, drones com captação de calor, cães farejadores e até óculos de visão noturna. Na fuga, Lázaro Barbosa fez reféns e deixou quatro pessoas feridas, uma das quais um policial militar que foi atingido de raspão por um tiro. Houve três trocas de tiros até o encontro que terminou com a morte de Lázaro.
A perseguição que foi a maior da história de Goiás e do Distrito Federal começou com o assassinato no Incra 9, em Ceilândia, de Cláudio Vidal, 48 anos, e os dois filhos, Gustavo Vidal, 21, e Carlos Eduardo Vidal, 15. A esposa de Cláudio e mãe dos jovens, Cleonice Marques, 43 anos, foi sequestrada e encontrada morta três dias após o crime. No dia 29 de junho, a Polícia Civil do DF divulgou que a mulher foi assassinada com tiro no crânio e que há indícios de que tenha sofrido violência sexual.




















