STF vai para o ataque depois que Bolsonaro voltou a criticar ministros

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Luiz Fux é um dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal/Arquivo/Felipe Sampaio/STF
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Num discurso feito esta tarde, o presidente da Suprema Corte suspendeu a reunião dos chefes dos três Poderes

Depois de novo ataque verbal nesta manhã de Jair Bolsonaro (sem partido), os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram por um posicionamento bem mais duro contra o presidente da República. Nesta tarde, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, leu um discurso em nome da corte e suspendeu o encontro que reuniria os chefes dos três Poderes.

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Fux também ressaltou que o chefe do Executivo federal mantém a divulgação de interpretações equivocadas de decisões do Plenário e insiste em colocar sob suspeição a higidez do processo eleitoral brasileiro. Fux simboliza a paciência perdida dos ministros com as falas de Bolsonaro que, invariavelmente, partem sempre para o ataque contra a Corte.



“O Presidente da República tem reiterado ofensas e ataques de inverdades a integrantes desta Corte, em especial os Ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes (…) Diante dessas circunstâncias, o Supremo Tribunal Federal informa que está cancelada a reunião outrora anunciada entre os Chefes de Poder”, segundo registrou a CNN Brasil.

Segundo o magistrado, o STF “segue ao lado da população brasileira em defesa do Estado Democrático de Direito” e das instituições republicanas.  Ainda de acordo com ele, a Corte se manterá firme na missão de julgar com independência e imparcialidade, “sempre observando as leis e a Constituição”.


Mais cedo,

O ministro Alexandre de Moraes escreveu em seu perfil no Twitter que “ameaças vazias e agressões covardes” não irão afastar o STF de exercer sua “missão constitucional de defesa e manutenção da Democracia e do Estado de Direito”. O breve texto, publicado nesta quinta-feira (05), vem após o presidente reagir à inclusão de seu nome no inquérito das fake news.

Moraes considerou, em decisão publicada na noite da quarta-feira (04), que os ataques do presidente ao sistema de voto eletrônico configuravam ações semelhantes ao esquema de disseminação de notícias falsas investigado pela Corte.

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