Ao menos 176 contas bloqueadas pelo presidente, a maioria delas no Twitter, segundo um levantamento
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem bloqueando seguidores que o criticam nas redes sociais, incluindo jornalistas, parlamentares, veículos de imprensa, ONGs e influenciadores, apontou a organização de direitos humanos Human Rights Watch nesta quinta-feira (19).
A entidade identificou ao menos 176 contas bloqueadas pelo presidente, a maioria delas no Twitter, e aponta que o número de bloqueios é provavelmente muito maior. Para a ONG, os bloqueios violam a liberdade de expressão e os direitos de acesso à informação e de participar do debate público.
“Ele está tentando eliminar de suas contas pessoas e instituições que dele discordam para transformá-las em espaços onde apenas aplausos são permitidos. É parte de um esforço mais amplo para silenciar ou marginalizar os críticos“, afirmou Maria Laura Canineu, diretora da Human Rights Watch no Brasil.
“O presidente Bolsonaro afirma que a liberdade de expressão dele e de seus seguidores é cerceada quando as plataformas excluem desinformação prejudicial e contas falsas, mas ele mesmo não pensa duas vezes antes de violar o direito ao acesso à informação e a liberdade de expressão das pessoas que discordam dele”, disse.
As redes sociais têm sido um meio de comunicação essencial para Bolsonaro desde a campanha presidencial de 2018, tendo contribuído para sua vitória nas urnas e ajudando-o a interagir com sua base de apoiadores.
Com 6,9 milhões de seguidores no Twitter; 14,2 milhões no Facebook; e 18,6 milhões no Instagram, Bolsonaro usa as redes para fazer anúncios oficiais, interagir com autoridades e criticar a imprensa ou decisões contrárias aos seus interesses. (Da DW)



















