CPI da Covid quebra novos sigilos e sócio da Precisa fica em silêncio

CPI da Covid Francisco Maximiano Precisa Medicamentos
Sócio da Precisa Medicamentos conversa com o advogado na CPI da Covid/Arquivo/Jefferson Rudy/Agência Senado
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A comissão aprovou 187 requerimentos, entre eles, acesso aos dados fiscais do deputado federal Ricardo Barros

O sócio-proprietário da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, se negou a responder a maior parte perguntas do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), nesta quinta-feira (19) na CPI da Covid. O sócio da Precisa admitiu conhecer o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e reconheceu que a emenda apresentada pelo deputado para inclusão da agência sanitária indiana na MP 1.026/2021, convertida na Lei 14.124, de 2021, era de interesse da Precisa.

Negou ter havido contato sobre esse assunto com Barros. “Não houve nenhum contato com o deputado Ricardo Barros para fazer essa inclusão”, disse o sócio da Precisa. Ele não precisa responder a perguntas que o incriminem, segundo uma determinação do Supremo Tribunal Federal.

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Logo no início da reunião, Maximiano já deu sinais de que pouco falaria aos senadores. O sócio da Precisa abriu mão dos 15 minutos de fala que normalmente são dados a testemunhas e investigados que comparecem à CPI. Ao ser indagado pelo relator sobre os outros contratos que suas empresas mantém com Ministério da Saúde, Maximiano usou a frase que seria recorrente na oitiva: “Vou exercer o direito ao silêncio”.

No início da sessão da CPI da Covid nesta quinta-feira (19), os membros da comissão aprovaram 187 requerimentos, entre eles, acesso aos dados fiscais do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) e do advogado do presidente Jair Bolsonaro, Frederick Wassef. A quebra de sigilo de Wassef foi solicitada pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). Segundo Calheiros, há indícios para apurar se o advogado recebeu recursos da Precisa Medicamentos na assinatura do contrato para compra da vacina Covaxin.



Ricardo Barros também teve pedido de quebra de sigilo referente às negociações do imunizante indiano. Após polêmico depoimento na CPI que levou a suspensão da sessão no dia 12 de agosto, o deputado vem atacando a Comissão Parlamentar de Inquérito. Ontem (18), o líder do governo na Câmara disse que a comissão “extrapola, exagera e mente”.

“A CPI não encontrará nenhuma ligação minha com a Precisa, todas as pessoas ouvidas no caso Covaxin negaram minha participação. A comissão extrapola, exagera e mente, mas agora a condução da relação com a CPI é com meus advogados”, disse o deputado citado pela mídia.

No total, a CPI solicitou 96 de pedidos de informação, 83 de quebras de sigilos, seis de convocação, um convite à CPI e um pedido de auditoria ao Tribunal de Contas da União (TCU), segundo a mídia. (Com as agências Senado e Sputnik Brasil)


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