Antes da primeira elevação, em 2 de abril, as estimativas apontavam para inflação de 4,81% em 2021
O mercado financeiro elevou suas projeções para a inflação deste ano pela 20ª semana consecutiva, desta vez de 7,05% para 7,11%. Os dados constam do mais recente relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) na manhã desta segunda-feira (23).
Antes da primeira elevação, em 2 de abril, as estimativas apontavam para inflação de 4,81% em 2021. As expectativas para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2022 também foram elevadas, pela quinta semana, de 3,90% para 3,93%.
Diante da pressão inflacionária, o mercado financeiro tem esperado um cenário de taxa de juros mais pressionada do que o previsto no início do ano, quando a Selic beirava os 2% ao ano. Segundo os economistas consultados pelo BC, a taxa básica deve encerrar este ano em 7,50% – com um aumento de 2,25 pontos percentuais em relação aos juros atuais, de 5,25% –, se mantendo neste patamar até dezembro de 2022, portanto sem alterações em relação ao levantamento anterior.
Hoje na bolsa – O Ibovespa opera entre perdas e ganhos nesta segunda-feira (23), com o mau humor doméstico pelo ambiente político e fiscal ainda limitando qualquer tentativa de recuperação. Na semana passada, o benchmark da B3 recuou 2,6% em cinco pregões.
Hoje, a bolsa se descola da melhora nos principais índices acionários globais e no petróleo passado o pior momento de preocupação com a política monetária dos Estados Unidos, a variante delta do coronavírus e o ambiente regulatório da China. O barril do Brent sobe 3,27% a US$ 67,31.
Neste começo de semana, as notícias no âmbito da pandemia foram mais positivas, e as autoridades chinesas informaram que não houve nenhum caso local de Covid-19 pela primeira vez desde julho, o que indica desaceleração da onda atual. Contudo, o avanço da variante delta segue sendo uma preocupação.
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