Presidente fez uma gravação e disse que a manifestação prejudica a economia. Categoria acreditou num estado de sítio
Os caminhoneiros caíram numa pegadinha ontem ao distribuir uma notícia segundo a qual o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria decretado estado de sítio. Tudo mentira. A verdade é que o presidente pediu para os caminhoneiros desbloquearem as estradas. E, como o presidente Michel Temer, em 2018, afirmou que a paralisação prejudica a economia brasileira.
Nada melhor do que um dia após o outro. E na confusão, houve brigas em pontos de retenção em Santa Catarina, talvez o estádio “mais bolsonarista” do Brasil. No estado houve brigas e tiros e os caminhões foram obrigados pelas polícias a saírem das rodovias. Em Araquari, no Norte catarinense, a confusão aconteceu na BR-101 no final da tarde. Veja o vídeo no nosso canal no YouTube e logo abaixo do texto.
Bolsonaro gravou uma mensagem que foi distribuídas à categoria, que faz protesto parcial. Não há uma pauta econômica capaz de reclamar do preço do litro do diesel ou dos demais produtos que integram o dia a dia do brasileiro. Apenas uma reivindicação política que não vai ser atendida.
“Fala para os caminhoneiros aí, que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham a nossa economia. Isso provoca desabastecimento, inflação e prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres. Então, dá um toque no caras aí, se for possível, para liberar, tá ok? Para a gente seguir a normalidade. Deixa com a gente em Brasília aqui e agora. Mas não é fácil negociar e conversar por aqui com autoridades. Não é fácil. Mas a gente vai fazer a nossa parte aqui e vamos buscar uma solução para isso, tá ok? E aproveita, em meu nome, dá um abraço em todos os caminhoneiros. Valeu”, afirmou Bolsonaro.
No Distrito Federal, segundo informou esta manhã a Polícia Rodoviária Federal, não há pontos de retenção ou protestos. No momento todas as rodovias estão com fluxo normal, sem bloqueios. O único local com caminhoneiros é a Esplanada dos Ministérios, que continua interditada a partir da Biblioteca Nacional. Aparentemente a manifestação dos bolsonaristas perdeu força entre ontem e esta manhã, com poucas pessoas neste horário, às 07h47, nas barreiras de retenção.
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