Muitas salas de aula estão sem os alunos e o sindicato ameaça convocar uma greve sanitária
Número de pequeno neste instante de manifestantes na frente da Secretaria da Educação, no Plano Piloto. É o início da convocação da paralisação de um dia dos professores contra o retorno de 100% das aulas presenciais na rede pública de ensino do Distrito Federal.
A Secretaria da Educação anunciou na semana passada que vai cortar o ponto dos faltosos. A secretaria divulgou há pouco que a paralisação é pequena, mas o relatório final ainda não foi divulgado. A secretária Hélvia Paranaguá garante que as escolas estão preparadas para o retorno total dos estudantes, que em outros estados não houve protestos e que não se justifica a paralisação e nem ameaças de greve.
O Sindicato dos Professores ameaça convocar uma “greve sanitária” em protesto pela decisão do governo a 30 dias do final do ano letivo. O sindicato diz que o mais seguro para o retorno das aulas de todos os alunos seria a vacinação de 75% de toda a população contra a Covid-19. Atualmente, esse índice está em torno de 65%.
Em meio às críticas contra o governo distrital, as palavras de ordem inclui “Fora Bolsonaro”, o que não deixa de ser um movimento contaminado pela política partidária.
Nas escolas, muitas salas estão sem alunos. Em algumas escolas os professores não apareceram e por outro lado, os alunos resolveram ficar em casa diante da paralisação anunciada na semana passada. Em alguns colégios, a direção divulgou o nome dos professores que estão na paralisação para que o aluno não viesse para a sala.
Algumas unidades escolares anunciaram mais cedo que avaliam a possibilidade de liberar todos os alunos, caso o índice de ausência dos mestres for muito grande. Para muitos alunos e professores, a presença dos estudantes é menor nesta quarta-feira se comparado com o reinício das aulas presenciais parcialmente em agosto.




















