Entidade informou hoje que as perdas no setor acumulam R$ 21,37 bilhões e pode ter novas demissões
Os prejuízos acumulados das empresas de ônibus urbanos desde março do ano passado já alcançam R$ 21,37 bilhões. O valor foi apresentado hoje pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) que aponta como motivos a queda do número de passageiros e da obrigatoriedade de manutenção da oferta para garantir o distanciamento social devido à pandemia da Covid-19.
Esse prejuízo já fez com que 52 empresas suspendessem a prestação dos serviços ou permanecessem sob intervenção ou recuperação judicial, até o momento, segundo garantiu a entidade.
O relatório da NTU informa que, de janeiro de 2020 a setembro de 2021, houve perda de 87.497 postos de trabalho e 333 movimentos grevistas, protestos e manifestações que ocasionaram a interrupção da oferta de serviços em 98 sistemas de transporte público por ônibus em todo o país.
A associação adverte que “além de todas essas ameaças à estabilidade dos custos do transporte público, há também o risco do fim da desoneração da folha de pagamento, a partir de janeiro de 2022, caso não seja aprovado o Projeto de Lei 2541/21, que prorroga a medida até 2026 e aguarda votação no Congresso”.


