Estudo mostra que pandemia impactou estudantes e a evasão escolar

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Milhares de salas de aulas ficaram vazias na pandemia e muitos estudantes desistiram das escolas/Arquivo
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A exclusão escolar atingiu sobretudo crianças de faixas etárias em que o acesso à escola não era mais um desafio

A região Centro-Oeste apresentou os índices mais elevados de participação dos alunos nas escolas na pandemia. Este é um dos inúmeros diagnósticos apresentados num consistente trabalho de pesquisa divulgado nesta semana.

Veja o documento com o estudo sobre o impacto da pandemia nas escolas

Chamado de “Permanência Escolar na Pandemia”, o documento foi elaborado com a participação de técnicos de todos os tribunais estaduais de contas, Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB) e Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).



De um total de 111 redes que atendem a alunos do 5º ano no Centro-Oeste, 92 apresentaram dados que indicam que mais de 90% dos estudantes dessa etapa de ensino estavam realizando as atividades pedagógicas propostas (83% da amostra).

O documento identificou que em abril de 2020, somente na Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), 47,9 milhões de alunos foram impactados. A exclusão escolar atingiu sobretudo crianças de faixas etárias em que o acesso à escola não era mais um desafio.

Dos 5,1 milhões de meninas e meninos sem acesso à educação em novembro de 2020, 41% tinham de 6 a 10 anos de idade; 27,8% tinham de 11 a 14 anos; e 31,2% tinham de 15 a 17 anos – faixa etária que era a mais excluída antes da pandemia” (Unicef, 2021). Além disso, de acordo com o Unicef, crianças e adolescentes pretos, pardos e indígenas correspondem a 69,3% do total sem acesso à educação na ocasião, o que mostra que grupos já historicamente menos atendidos ficaram ainda mais vulneráveis.



O levantamento evidenciou as desigualdades regionais, mostrando que nem todos os municípios tiveram as mesmas condições de monitorar os estudantes e assegurar que mantivessem o vínculo com a escola.

A região Nordeste é a que apresentou o índice mais preocupante: são pelo menos 16% dos alunos do 9º ano, das redes municipais, em risco de evasão (a taxa média de participação na etapa foi de 84,4%). No 5º ano, 12% dos alunos não tiveram contato frequente com as escolas (taxa média de participação de 88%). Esses são os índices mais baixos dentre as cinco regiões do País.

A região Sul apresentou as médias mais altas de participação dos estudantes: 96,2% para o 5º ano, e 93,8% para o 9º ano. Ainda assim, novamente, é relevante ressaltar que esse número não é bom. Antes do início da pandemia, 98,2% da população entre 6 e 14 anos estava matriculada no Ensino Fundamental.


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