OMS alerta para risco global muito alto da variante ômicron

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Plenário da OMS que advertiu para o perigo da nova variante do coronavírus/OMS
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Nova cepa tem um número sem precedentes de mutações da proteína spike (ou proteína S) do coronavírus

A nova variante ômicron do coronavírus, detectada inicialmente no sul da África e potencialmente mais contagiosa, representa um risco global “muito alto”, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (29).



A agência da ONU afirmou que a ômicron provavelmente se espalhará internacionalmente e pode ter “consequências graves” em algumas áreas. A entidade pediu que países acelerem a vacinação de grupos vulneráveis e tenham “planos de mitigação” para o caso de uma alta nas infecções.

Embora ainda haja incertezas em relação ao quão contagiosa e perigosa é a ômicron, a OMS ressaltou que a nova cepa tem um número sem precedentes de mutações da proteína spike (ou proteína S) do coronavírus, “algumas das quais são preocupantes por seu potencial impacto na trajetória da pandemia”.

“O risco global geral relacionado à nova variante é avaliado como muito alto”, afirmou a OMS, alertando para possíveis novas ondas de covid-19 impulsionadas pela ômicron.




A presença de mutações múltiplas da proteína spike sugere que a ômicron pode ter uma alta probabilidade de fuga imunológica da proteção por meio de anticorpos e ser mais transmissível, apontou.

A agência ressaltou, no entanto, que são necessários mais estudos sobre o potencial de a nova variante escapar da imunidade induzida tanto por vacinas quanto por infecções anteriores e que ainda não foram registradas mortes ligadas à cepa.


Após ser reportada pela África do Sul, a variante ômicron já chegou a mais de dez países, entre eles os europeus Alemanha, Bélgica, Itália, Holanda, Dinamarca, República Tcheca, Reino Unido e Portugal. A Áustria e a França analisam casos suspeitos. O Canadá confirmou duas infecções no domingo. Israel e Austrália também tem um caso confirmado cada.

A Anvisa comunicou neste domingo que um brasileiro que passou pela África do Sul está com covid-19, mas ainda não está claro se a infecção dele é com a ômicron, de acordo com informações da DW.

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