A Alta Corte em Londres decidiu agora que garantias oferecidas pelos EUA são suficientes
Julian Assange pode ser extraditado para os Estados Unidos, decidiu um tribunal do Reino Unido nesta sexta-feira (10) ao anular uma decisão judicial que havia determinado que a saúde mental do fundador do site WikiLeaks era frágil demais para que ele enfrentasse a Justiça americana.
A Alta Corte em Londres decidiu agora que garantias oferecidas pelos EUA são suficientes para assegurar que Assange receberia um tratamento humano. O Ministério do Interior deverá tomar a decisão final sobre a extradição.
A defesa de Assange apelará da decisão desta sexta, disse a noiva do fundador do WikiLeaks, Stella Morris. “Como pode ser justo, como pode ser certo, como pode ser possível extraditar Julian para o próprio país que conspirou para matá-lo?”, questionou.
Um tribunal havia rejeitado em janeiro um pedido de extradição aos EUA. A juíza britânica Vanessa Baraitser alegou que Assange, que passou anos escondido e em prisões britânicas enquanto luta contra a extradição, corre risco de cometer suicídio se mantido sob condições severas das prisões nos EUA.
Em outubro, autoridades dos EUA lançaram uma nova tentativa para levar Assange a enfrentar a Justiça americana, argumentando aos juízes britânicos que, se eles concordassem com a extradição, o fundador do WikiLeaks poderia cumprir qualquer pena de prisão a que seja condenado no seu país natal, a Austrália, informou a DW.























