Índice negativo foi puxado pelo setor da construção, mas o Centro-Oeste teve registro positivo entre julho e setembro
O volume de fretes rodoviários na região Centro-Oeste aumentou 20,6% entre julho e setembro deste ano, quando comparado ao mesmo período do ano passado. O crescimento foi impulsionado pela confiança das transportadoras na digitalização dos fretes, que tem ajudado as empresas a reduzirem os custos do transporte em até 23%, atacando novos mercados e conseguindo mais agilidade nos processos.
A análise consta da 5ª edição do “Relatório FreteBras – O Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil” divulgado hoje (17). Pela primeira vez, a pesquisa registrou uma queda acentuada no volume de fretes, como Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. No estado sul-mato-grossense, a diminuição no volume de fretes foi de 16%, enquanto que no DF foi de 10%.
No Distrito Federal, foi observada queda de 22,8% no volume de fretes de construção. O setor representa 42,7% das cargas publicadas no terceiro trimestre na plataforma. De acordo com o relatório Sondagem da Construção, realizado pelo sistema Fibra em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o nível de atividade da construção no Distrito Federal passou de 56,5 em julho, para 46,3 em setembro.
De acordo com o indicador, abaixo de 50 pontos, significa queda nas atividades. O cenário do setor, no terceiro trimestre deste ano, foi marcado pela preocupação com o alto custo da matéria prima, além da dificuldade com o acesso ao crédito pelas empresas.
O terceiro trimestre de 2021 foi marcado por uma intensa batalha de recuperação econômica, já que a inflação ficou perto dos dois dígitos, além da taxa de juros em plena escalada, redução da renda da população, alta do dólar e dificuldade de acesso ao crédito.
“Apesar do cenário de incertezas e desafio econômico, vemos que o mercado de fretes rodoviários segue crescendo. O Brasil é extremamente dependente do modal rodoviário, por esse motivo, vemos um aumento a cada trimestre à medida que o País vai encontrando formas de se recuperar economicamente”, comentou o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.
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