Governo cria crise na Receita com aumento para policiais

Receita Federal prédio Misto Brasília
A Receita Federal é o órgão encarregado do recolhimento dos impostos/Arquivo
Compartilhe:

Auditores fiscais e analistas fiscais ameaçam greve e chefes entregam seus cargos. Servidores do BC também reclamam

A maioria dos chefes de setores da Receita Federal (cerca de 80% ou mais de 300) pediu hoje (22) o desligamento de suas funções. O movimento é um protesto contra a decisão do governo de aumentar os salários apenas dos agentes de segurança, o que está previsto no Orçamento Geral da União de 2022 aprovado ontem pelo Congresso Nacional.

O protesto é também acompanhado pelo Sindireceita, que reúne os analistas técnicos da pasta. O presidente do Sindifisco, Kleber Cabral, e o presidente do Sindireceita, Geraldo Seixas, addinaram um assinam um manifesto conjunto, “com o descaso do governo em relação ao bônus de eficiência”.



Além disso, o Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindifisco) informou hoje que recursos para a autarquia serão cortados. Em protesto, a categoria poderá realizar uma paralisação “diante desse quadro de rebaixamento e humilhação institucional”, segundo uma nota divulgada no site da entidade. Veja abaixo.

A entidade sindical garante que “somente uma reação em uníssono da Casa pode mostrar ao mundo político a nossa força e o nosso poder de indignação”. Os funcionários do Banco Central também se manifestaram nesta quarta-feira com uma nota. “Os reajuste deve ser dado para todas as categorias”. Segundo os servidores do BC, a categoria está sem reajuste há anos e traz desajuste no quadro do funcionalismo.




Nota de hoje do Sindireceita

A Receita Federal vem, nos últimos meses, quebrando recordes de arrecadação e ajudando a impulsionar a recuperação da economia nacional graças a um empenho extraordinário do seu quadro de Auditores-Fiscais e demais servidores.

Esse empenho foi derivado, sobretudo, da expectativa em ver solucionada, finalmente, a regulamentação do bônus de eficiência, fruto de acordo salarial entabulado há 5 anos.

Essa expectativa não nasceu ao acaso. Surgiu da palavra afiançada pelos ministros Ciro Nogueira e Paulo Guedes e principalmente pelo próprio presidente Jair Bolsonaro.

No entanto, agora, na discussão da peça orçamentária de 2022 no Congresso Nacional, o assunto, que estava pacificado no âmbito do Executivo, sofreu inesperado revés, com a resistência do relator Hugo Leal em incluir os recursos necessários à regulamentação do bônus e a omissão do governo em fazer valer os compromissos assumidos com a Receita Federal.

Adicionando insulto à injúria, recursos da própria Receita Federal serão cortados para satisfazer os reajustes acordados com as carreiras policiais, numa demonstração de absoluto desrespeito à administração tributária, que, como nunca, tem se empenhado para prover a sustentação financeira do Estado brasileiro.

Diante desse quadro de rebaixamento e humilhação institucional, o Sindifisco Nacional convoca todos os Auditores-Fiscais a uma dura e contundente resposta, com a paralisação imediata de todos os trabalhos e a entrega maciça das funções e cargos de chefia, movimento que já se iniciou e se intensificou no dia de hoje com a confirmação das notícias da retirada da Receita Federal do orçamento conforme havia sido acertado.

A Receita Federal não merece e não pode ser humilhada mais uma vez. Somente uma reação em uníssono da Casa pode mostrar ao mundo político a nossa força e o nosso poder de indignação.



Informativo Misto Brasil

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo gratuito no seu e-mail, todas as semanas

Assuntos Relacionados

DF e Entorno

Oportunidades




Informativo Misto Brasil

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo gratuito no seu e-mail, todas as semanas