Pacto foi pensado como uma forma de ajustar os gastos nas províncias em troca de dinheiro vindo do governo central
O governo de Alberto Fernández assinou esta segunda-feira com as províncias argentinas um acordo tributário que permite a criação de novos impostos. O pacto é uma bola de oxigênio para as regiões que precisam de recursos extras, amparado desde o último acordo, assinado em 2017 pelo ex-presidente Mauricio Macri, que as levou a reduzir a carga tributária para empresas e pessoas físicas.
A foto de Fernández na Casa Rosada com os 23 governadores do país, governantes e opositores, também foi uma mensagem ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A Argentina está atualmente negociando um novo cronograma de pagamentos com o multilateral e precisava enviar a Washington uma imagem de unidade.
Um aumento de impostos é sempre uma questão delicada. A União Industrial Argentina (UIA) afirmou em severo comunicado que o novo acordo tributário “gera enorme preocupação porque aumenta a carga tributária do setor produtivo ao eliminar a redução progressiva da receita bruta originalmente estabelecida em 2017”.
Esse pacto foi pensado como uma forma de ajustar os gastos nas províncias em troca de dinheiro vindo do governo central. Mas a recessão econômica, a inflação e o aumento do déficit primário (antes do pagamento dos juros da dívida externa) dinamitaram a possibilidade de redução da arrecadação tributária. O governo vai agora trazer o pacto ao FMI. Sem uma Lei Orçamentária, ele poderá pelo menos exibir um documento que fala de um consenso com as lideranças territoriais da oposição, informou o El País.






















