É a quinta decisão sobre as investigações abertas após uma denúncia do ex-ministro Sérgio Moro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta sexta-feira (07) o inquérito que apura as supostas interferências do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal. A apuração sobre interferência na PF foi prorrogada pela quinta vez e foi aberta após denúncia do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.
“(…) Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações e a existência de diligências em andamento, nos termos previstos no art. 10 do Código de Processo Penal, prorrogo por mais 90 (noventa) dias, a partir do encerramento do prazo final anterior (27 de janeiro de 2022), o presente inquérito”, diz o despacho de Moraes publicado nesta sexta, informou o jornal Extra.
O inquérito estava parado desde outubro de 2020, aguardando uma definição do Supremo sobre o formato do depoimento de Bolsonaro à PF, se pessoalmente ou por escrito. Em outubro, quando a questão começou a ser julgada, o presidente mudou de ideia e encaminhou uma manifestação dizendo que iria depor pessoalmente.
No depoimento, prestado no dia 3 de novembro ao delegado Leopoldo Lacerda, Bolsonaro admitiu que pediu a Moro para trocar o então diretor da corporação, Maurício Valeixo, e dois superintendentes do órgão, mas negou que os pedidos configurem interferência politica. Segundo o presidente, o pedido foi feito por “falta de interlocução” do comando da PF com ele. Bolsonaro também afirmou que Moro geria o ministério sem “alinhamento” com as demais pastas ou seu gabinete presidencial.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.






















