Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia considera prematura a decisão de deixar Kiev
Os Estados Unidos ordenaram que familiares de seus diplomatas na Ucrânia deixem o país e autorizaram a saída voluntária de pessoal não essencial de sua embaixada devido à “ameaça contínua” de uma invasão russa, afirmou o Departamento de Estado americano neste domingo (23/01).
Washington também aconselhou todos os americanos que estão na Ucrânia a deixarem o país no Leste Europeu, em meio a temores por parte dos EUA e da Europa de uma ação militar da Rússia. Moscou tem estimados 100 mil soldados estacionados na fronteira com o país vizinho, além de tanques, veículos de combate e armamentos.
“Há relatos de que a Rússia está planejando uma ação militar significativa contra a Ucrânia. Queremos que cidadãos americanos na Ucrânia saibam que as condições de segurança, particularmente nas fronteiras da Ucrânia, na Crimeia e em áreas do leste da Ucrânia controladas pela Rússia são ‘imprevisíveis’ e podem ‘deteriorar-se’ sem aviso prévio”, advertiu o Departamento de Estado. “Uma ação militar da Rússia pode ocorrer a qualquer momento.”
O comunicado afirmou ainda que os cidadãos americanos na Ucrânia devem estar cientes de que uma operação militar russa na Ucrânia afetaria gravemente a capacidade da embaixada americana para fornecer serviços consulares, incluindo assistência a americanos. Estima-se que entre 10 mil e 15 mil cidadãos dos EUA estejam em solo ucraniano. Por ora, a representação diplomática seguirá aberta.
Hoje (24), o site do Day Kiev publicou que o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia considera prematura a decisão do Departamento de Estado dos EUA de deixar as famílias dos funcionários da Embaixada dos EUA em Kiev, além de dar a alguns funcionários a oportunidade de viajar voluntariamente.
“Respeitando o direito dos Estados estrangeiros de garantir a segurança de suas missões diplomáticas, consideramos tal passo do lado americano prematuro e uma manifestação de cautela excessiva. De fato, não houve mudanças drásticas na situação de segurança recentemente: a ameaça de novas ondas de agressão russa permaneceu constante desde 2014, e o acúmulo de tropas russas perto da fronteira do estado começou em abril do ano passado”, disse Oleg Nikolenko.
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